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Incertezas do
consumidor quanto à inflação e despesas pontuais ocasionaram uma redução de
1,5% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) em março na comparação com o
mês anterior, totalizando 156,7 pontos, informou hoje a Federação do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).
O economista da Fecomercio Thiago Freitas ressalta que, apesar da queda, o
consumidor paulistano permanece confiante, uma vez que o indicador - que varia
de 0 a 200
- se manteve acima dos 100 pontos, patamar que separa o otimismo do pessimismo.
O ICC é composto por dois índices: o Índice de Condições Econômicas Atuais
(ICEA), que teve uma queda de 1% em março para 157 pontos, e o Índice de
Expectativa ao Consumidor (IEC), que apresentou declínio de 1,8%, atingindo
156,4 pontos.
Por outro lado, na comparação com o mesmo período do ano passado, o ICC
apresentou alta de 22,2%. Na avaliação de Freitas, " é incontestável a
evolução da confiança do consumidor nesses últimos meses " . Porém, ele
lembra que, por conta de ajustes de preços recentes, não se deve esperar
avanços significativos do ICC no curto prazo.
O indicador é apurado mensalmente pela Fecomercio, com a participação de 2,1
mil consumidores do município de São Paulo, e tem por objetivo identificar o
sentimento da população levando em conta as condições econômicas atuais e as
expectativas quanto à situação econômica futura.